Há três dias da estreia, Guto Ferreira pensa em montar equipe com foco na condição física
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PontePress/Thiago Toledo
A Ponte Preta inicia a temporada 2013 às
19h30 do próximo domingo (20) contra o Mogi Mirim no estádio Moisés
Lucarelli. Com a pré-temporada quase se encerrando, o treinador Guto
Ferreira pensa em escalar uma equipe que tenha condições de atuar os 90
minutos da partida sem sofrer um desgaste muito grande e perder
rendimento na segunda etapa.
“Tenho que buscar alternativas não só
para os 11 que vão começar, mas para situações de reposição no decorrer
do jogo de domingo. Vamos ver quem são os atletas que estão os mais
próximos de atuar 90 minutos. Senão eu escalo uma equipe de bom nível,
mas que só joga 45 minutos e no segundo tempo todo mundo se superando,
cinco ou seis jogadores acusam cansaço e eu só posso três mudanças.
Tenho que pensar nesse momento nos que estão melhor condicionados
fisicamente, para poder armar a equipe e botar em jogo domingo. A partir
de domingo não vamos poder arrumar desculpas, temos que nos superar.
Buscar resultados. Não importa contra quem ou quando, porque já vale
três pontos”.
A questão física é o fator principal
apontado pelo treinador para as derrotas nos jogos-treinos. “Temos que
melhorar começando pela condição da forma física. Esse ano nós não
fizemos nenhum amistoso contra cachorro morto. Podíamos pegar equipes do
nível perto do nosso, íamos ganhar e não íamos medir nada. Não avalio o
mau resultado. Os dois jogos foram perdidos no segundo tempo, portanto
os reservas. Criamos várias situações de gol e eles no contra-ataque,
que é uma equipe muito bem montada e nos trouxe dificuldades. Eles
treinam desde o dia 22 de novembro. O grupo todo está junto há mais de
40 dias e isso faz diferença. Serviu para apontar nossas falhas e
algumas virtudes que a equipe já apresentou. Mostramos um poder de
marcação de bom nível. Mostrou saídas pelos lados do campo com qualidade
e uma chegada efetiva de área, tanto que fez dois gols de cruzamentos. O
meio de campo precisa jogar um pouco mais, faltou o encurtamento na
marcação e por ser jogo-treino às vezes o atleta não se preocupa em
correr riscos”.
Guto Ferreira falou sobre o Mogi
Mirim, adversário da estreia e ex-clube do técnico pontepretano. “O Mogi
está diferente sim de quando trabalhamos. É um time, que pelas
informações que nós temos, está muito bem arrumado no aspecto de
posicionamento e de jogo. Em termos de maturidade de jogo enquanto
equipe está em um bom nível, que sabe controlar a bola e com um alto
poder de marcação. Tem uma transição na roubada de bola muito boa. O
Dado (técnico do Mogi-Mirim) é um treinador jovem, mas com resultados
interessantes no Nordeste. Ano passado fez a melhor campanha da chave do
Nordeste na Série C. Depois acabou no confronto contra a Chapecoense
perdendo a condição de acesso. Mas é um treinador estudioso. De
observação e de leitura sobre trajetórias, é um treinador que vem aí
crescendo dentro do mercado”.
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