quarta-feira, 13 de março de 2013

Danielzinho Pode ficar de fora 6 meses

Denunciado, Danielzinho corre risco de ficar fora até retorno de Ferrugem

Pelo carrinho em pontepretano, atacante é enquadrado no artigo 254 do CBJD, com pena máxima de 180 dias. Julgamento será na segunda-feira


A Procuradoria do Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP) confirmou a expectativa e denunciou na tarde desta quarta-feira o atacante Danielzinho pelo carrinho por trás que fraturou o tornozelo esquerdo do volante Ferrugem (assista no vídeo ao lado). Enquadrado nos parágrafos primeiro e terceiro do artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, o jogador do São Caetano corre o risco de ser suspenso pelo mesmo período da recuperação do atleta da Ponte Preta, que foi avaliado pelo departamento médico alvinegro em seis meses. O julgamento está marcado para segunda-feira, a partir das 18h, na sede da FPF, em São Paulo.
Danielzinho foi acusado de praticar jogada violenta, com ‘atuação temerária ou imprudente na disputa da jogada, ainda que sem a intenção de causar dano ao adversário’, com pena de uma a seis partidas, segundo o parágrafo primeiro do artigo 254.
O problema está na citação do terceiro parágrafo, que prevê que ‘na hipótese de o atingido permanecer impossibilitado de praticar a modalidade em consequência de jogada violenta grave, o infrator poderá continuar suspenso até que o atingido esteja apto a retornar ao treinamento, respeitando o prazo máximo de cento e oitenta dias’.
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O lance, aos dez minutos do primeiro tempo da vitória da Ponte por 3 a 1 sobre o São Caetano, rompeu os ligamentos e deslocou totalmente as articulações do tornozelo esquerdo de Ferrugem. Após a cirurgia, na última segunda-feira, o chefe do departamento médico da Macaca, Roberto Nishimura, estimou um prazo de seis meses para o volante voltar a treinar. Pela jogada, o árbitro Luiz Vanderlei Martinucho deu apenas cartão amarelo.
Em relação ao árbitro, a Procuradoria não formalizou nenhuma denúncia, mas ele ainda pode ser punido. Segundo Carlos Roberto Fernandes Silva, secretário do TJD-SP, a possibilidade existe se os auditores entenderem que o carrinho era passível de expulsão direta. A Comissão de Arbitragem da FPF já descartou suspender o juiz.
- Ele aplicou o cartão amarelo por ação temerária, o que está correto. O cartão vermelho também caberia, mas, no momento, ele interpretou que o cartão amarelo seria suficiente. Se você olhar com cuidado, vai perceber que o pé do Ferrugem ficou preso entre as pernas de Danielzinho somente depois do carrinho. Foi um acidente – comentou o presidente da Comissão de Arbitragem, Coronel Marcos Marinho.
Ferrugem sai chorando após fratura no tornozelo contra o São Caetano (Foto: Reprodução / EPTV)Ferrugem sai chorando após fratura no tornozelo contra o São Caetano (Foto: Reprodução / EPTV)

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