Denunciado, Danielzinho corre risco de ficar fora até retorno de Ferrugem
Pelo carrinho em pontepretano, atacante é enquadrado no artigo 254 do CBJD, com pena máxima de 180 dias. Julgamento será na segunda-feira
Danielzinho foi acusado de praticar jogada violenta, com ‘atuação temerária ou imprudente na disputa da jogada, ainda que sem a intenção de causar dano ao adversário’, com pena de uma a seis partidas, segundo o parágrafo primeiro do artigo 254.
O problema está na citação do terceiro parágrafo, que prevê que ‘na hipótese de o atingido permanecer impossibilitado de praticar a modalidade em consequência de jogada violenta grave, o infrator poderá continuar suspenso até que o atingido esteja apto a retornar ao treinamento, respeitando o prazo máximo de cento e oitenta dias’.
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O lance, aos dez minutos do primeiro tempo da vitória da Ponte por 3 a 1
sobre o São Caetano, rompeu os ligamentos e deslocou totalmente as
articulações do tornozelo esquerdo de Ferrugem. Após a cirurgia, na
última segunda-feira, o chefe do departamento médico da Macaca, Roberto
Nishimura, estimou um prazo de seis meses para o volante voltar a
treinar. Pela jogada, o árbitro Luiz Vanderlei Martinucho deu apenas
cartão amarelo.Em relação ao árbitro, a Procuradoria não formalizou nenhuma denúncia, mas ele ainda pode ser punido. Segundo Carlos Roberto Fernandes Silva, secretário do TJD-SP, a possibilidade existe se os auditores entenderem que o carrinho era passível de expulsão direta. A Comissão de Arbitragem da FPF já descartou suspender o juiz.
- Ele aplicou o cartão amarelo por ação temerária, o que está correto. O cartão vermelho também caberia, mas, no momento, ele interpretou que o cartão amarelo seria suficiente. Se você olhar com cuidado, vai perceber que o pé do Ferrugem ficou preso entre as pernas de Danielzinho somente depois do carrinho. Foi um acidente – comentou o presidente da Comissão de Arbitragem, Coronel Marcos Marinho.
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