terça-feira, 26 de março de 2013

Ferrugem Lamenta Absolvição de Danielzinho

Ferrugem critica absolvição de Danielzinho: 'Abre brecha perigosa'

Para volante da Ponte Preta, vítima do carrinho do atacante Azulão, TJD-SP perdeu a chance de mostrar rigor contra jogadas violentas



A absolvição de Danielzinho pelo carrinho que fraturou o tornozelo esquerdo de Ferrugem repercutiu negativamente na Ponte Preta. O mais insatisfeito com a decisão tomada pelo TJD-SP na noite da última segunda-feira é a própria vítima. Longe dos gramados por pelo menos seis meses devido ao lance , o volante da Macaca criticou o desfecho do julgamento.
- A absolvição abre uma brecha perigosa. O Tribunal tinha a chance de dar uma punição educativa e mostrar que não daria espaço para novos carrinhos por trás. Mas, infelizmente, não foi isso o que aconteceu. A mensagem que passa (a decisão) é de impunidade. Ele não queria machucar, mas acabou me quebrando – analisou Ferrugem, por telefone, nesta terça.
A entrada de Danielzinho, aos 10 minutos da vitória da Macaca por 3 a 1 sobre o São Caetano, em 10 de abril, rompeu os ligamentos e deslocou as articulações do tornozelo esquerdo do volante. O prazo estimado para a recuperação é de seis meses, entre cicatrização e fisioterapia. Só depois que terá início a transição para o campo e os treinos com bola. Ele só poderá colocar o pé no chão daqui dois meses. Pela jogada, o atacante do Azulão recebeu apenas o cartão amarelo do árbitro Luiz Vanderlei Martinucho.
Ferrugem, volante da Ponte Preta (Foto: Heitor Esmeriz)Ferrugem tenta esquecer 'injustiça' com absolvição de Danielzinho (Foto: Heitor Esmeriz)
Danielzinho corria o risco de ser suspenso pelo mesmo período da recuperação do volante alvinegro, respeitando o limite de 180 dias. Presente no julgamento, o atacante se defendeu dizendo que não tem o costume de marcar e que a entrada foi uma ‘fatalidade’. Os argumentos convenceram os auditores do TJD-SP, que votaram por unanimidade pela absolvição. Para Ferrugem, a falta de critério é o principal motivo da indignação.
A mensagem que passa (a decisão) é de impunidade. Ele não queria machucar, mas acabou me quebrando"
Ferrugem
- Um jogador quebra a perna de um colega de profissão e não pega nenhum jogo de gancho. Aí o Seedorf não faz nada, é expulso e ainda pode ficar mais seis jogos fora. Isso que não dá para entender. Mas a decisão é da Justiça. Eu vou continuar trabalhando forte para voltar o quanto antes – disse o atleta, que tem contrato de empréstimo com a Macaca até dezembro, mas a diretoria já manifestou a intenção de ficar com o jogador em definitivo após a recuperação.
O presidente da Ponte, Márcio Della Volpe, também ficou frustrado com o resultado do julgamento de Danielzinho, mas descartou levar a denúncia para instâncias superiores.
- Para mim, ele (Danielzinho) deveria ficar fora o mesmo tempo que o Ferrugem. A decisão nos causa tristeza, mas não tem muito o que nós possamos fazer – comentou.
Aos 24 anos, Ferrugem chegou ao Majestoso depois de se destacar nas últimas três temporadas com a camisa do Brasiliense. Apesar de reserva no início do Paulistão, era homem de confiança de Guto Ferreira, deixava boa impressão quando exigido e vinha em franca evolução. Contra o São Caetano, fazia sua estreia como titular e já começava a dar mostras de que brigaria para se manter na equipe principal.

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