Ferrugem critica absolvição de Danielzinho: 'Abre brecha perigosa'
Para volante da Ponte Preta, vítima do carrinho do atacante Azulão, TJD-SP perdeu a chance de mostrar rigor contra jogadas violentas
- A absolvição abre uma brecha perigosa. O Tribunal tinha a chance de dar uma punição educativa e mostrar que não daria espaço para novos carrinhos por trás. Mas, infelizmente, não foi isso o que aconteceu. A mensagem que passa (a decisão) é de impunidade. Ele não queria machucar, mas acabou me quebrando – analisou Ferrugem, por telefone, nesta terça.
A entrada de Danielzinho, aos 10 minutos da vitória da Macaca por 3 a 1 sobre o São Caetano, em 10 de abril, rompeu os ligamentos e deslocou as articulações do tornozelo esquerdo do volante. O prazo estimado para a recuperação é de seis meses, entre cicatrização e fisioterapia. Só depois que terá início a transição para o campo e os treinos com bola. Ele só poderá colocar o pé no chão daqui dois meses. Pela jogada, o atacante do Azulão recebeu apenas o cartão amarelo do árbitro Luiz Vanderlei Martinucho.
A mensagem que passa (a decisão) é de impunidade. Ele não queria machucar, mas acabou me quebrando"
Ferrugem
O presidente da Ponte, Márcio Della Volpe, também ficou frustrado com o resultado do julgamento de Danielzinho, mas descartou levar a denúncia para instâncias superiores.
- Para mim, ele (Danielzinho) deveria ficar fora o mesmo tempo que o Ferrugem. A decisão nos causa tristeza, mas não tem muito o que nós possamos fazer – comentou.
Aos 24 anos, Ferrugem chegou ao Majestoso depois de se destacar nas últimas três temporadas com a camisa do Brasiliense. Apesar de reserva no início do Paulistão, era homem de confiança de Guto Ferreira, deixava boa impressão quando exigido e vinha em franca evolução. Contra o São Caetano, fazia sua estreia como titular e já começava a dar mostras de que brigaria para se manter na equipe principal.
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