Danielzinho vai ao TJD se defender e é absolvido por carrinho em Ferrugem
Atacante do São Caetano, que poderia ficar fora o mesmo tempo que o volante da Ponte Preta, se livra de gancho e está liberado para atuar
Denunciado no artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê a prática de jogada violenta ou imprudente, Danielzinho compareceu à sede do tribunal para se defender. No depoimento, o atacante voltou a repetir o que já havia dito: que não está acostumado a marcar e, por isso, o lance foi uma "fatalidade".
- Estava no meio de campo, fui de lado tentar pegar a bola. A perna dele prendeu no chão e a minha prendeu a dele. Na hora ninguém me reprimiu. Foi uma fatalidade. Eu pedi desculpas, disse que não tinha intenção de machucá-lo. Ele afirmou (...) que entrei com imprudência. Eu ia até vê-lo no hospital, mas pessoas próximas a ele ligaram desmarcando - disse o camisa 11 do São Caetano.
- O tempo todo vejo a bola sendo buscada pelo jogador. Ele tenta pegar a bola que estava escapando. Pode até ver que os jogadores da Ponte me cobram amarelo. Vocês viram que foi acidente. Após o lance, o jogo transcorreu normalmente - afirmou o árbitro da Federação Paulista de Futebol (FPF).
O caso
A polêmica aconteceu no dia 10 de março, no duelo entre Ponte e São Caetano, pela 11ª rodada do Paulistão. Ao dez minutos do primeiro tempo, Ferrugem recebeu um passe no meio-campo, girou e foi tocado por Danielzinho, em carrinho por trás. Os jogadores da Macaca ficaram indignados com a jogada - mais tarde, o zagueiro Cleber disse que pensou em revidar - e fizeram um pacto para buscar o título paulista pelo companheiro. O volante saiu de maca direto para o Hospital Madre Theodora, onde permaneceu internado até o dia 13.
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