O resultado, diante de 4.084 torcedores em uma noite chuvosa em Campinas, fez a Ponte igualar o seu melhor início de temporada na história. Única invicta da atual edição, a equipe de Guto Ferreira alcançou o 12º jogo de invencibilidade em 2013, a exemplo do time de 1981. A diferença é que, há 32 anos, a Ponte chegou à marca com oito vitórias e quatro empates. O atual grupo tem um triunfo a menos, e é exatamente por isso que fica com a segunda colocação no Paulista.
Com 26 pontos, divide a liderança com o São Paulo, que, com uma partida a menos, leva vantagem no primeiro critério de desempate (número de vitórias: 8 a 7). Foi também a 16ª vez seguida que a Ponte saiu sem perder do gramado do Majestoso. O último revés foi em 15 de agosto de 2012, quando levou de 2 a 0 do Bahia, ainda com Gilson Kleina no comando. De lá para cá, são 11 vitórias, contando com a deste domingo, e cinco empates.
Na parte de baixo da tabela, a segunda derrota consecutiva, apesar da boa atuação, com mais posse de bola e finalizações que a Ponte, complica a situação do Atlético Sorocaba na luta contra o rebaixamento. Em 17º, o Galo tem nove pontos, um a menos que o XV de Piracicaba, o primeiro fora da degola.
Ponte e Atlético Sorocaba voltam a campo no meio de semana. Quarta-feira, o Atlético Sorocaba recebe o Mogi Mirim, às 17h. Um dia depois, a Ponte, fora de casa, enfrenta outro time ameaçado pelo rebaixamento: o União Barbarense, às 19h30, na primeira de três partidas sem Ramírez, convocado para defender a seleção peruana. O camisa 10 também será desfalque contra Paulista e Botafogo.
Não foi um primeiro tempo primoroso da Ponte Preta, mas a eficiência fez a diferença. Com gols de Cleber e William na meta ‘invadida’ pelas abelhas, a Macaca abriu boa vantagem e matou as perspectivas do Atlético Sorocaba, que começou melhor. O início mostrou os visitantes dispostos a acabar com a invencibilidade alvinegra.
Logo no primeiro minuto, Bruninho pegou a sobra de cruzamento e mandou na trave. A velocidade de Bruninho e Marquinhos confundia a zaga da Ponte, que demorou para acertar a marcação. Até neutralizar os pontos fortes do adversário, o time campineiro ainda foi ameaçado com um chute perigoso de Bruninho após arrancada de Marquinhos.
O gramado pesado devido à chuva ao longo do dia prejudicava o toque de bola, característica da Ponte nos últimos jogos. O jeito foi apostar na bola parada. Aposta certeira. Aos 15 minutos, Uendel cobrou falta da ponta esquerda, e Cleber apareceu livre na entrada da pequena área para desviar de pé direito e abrir o placar.
temporada (Foto: Victor Hafner/ Ponte preta)
O segundo gol da Macaca desmontou o Atlético Sorocaba. Logo na sequência, Cicinho teve a oportunidade de ampliar. Após chutão de Edson Bastos, saiu na cara de Moretto, esperou a movimentação de Diego Rosa na área, mas preferiu definir sozinho. A bola passou rente à trave direita.
Pressão do Atlético Sorocaba, alívio para a Ponte
O início da etapa final foi semelhante ao do jogo. Com Rai e Alex Willian nos lugares de Gilberto e Marquinhos, o Atlético Sorocaba voltou do intervalo em cima da Ponte. Só que, diferentemente do primeiro tempo, fez valer a pressão. Após cobrança de escanteio, o zagueiro Wellington aproveitou falha de Edson Bastos, que saiu mal, e testou para as redes, aos cinco minutos, devolvendo a esperança aos visitantes.
Animado com o momento, o Sorocaba partiu em busca do empate. E só não conseguiu aos 12 minutos, pois Diego Sacoman salvou quase em cima da linha uma finalização de Tiago Marques. Com a marcação adiantada, o Atlético tirava a saída de bola da Ponte. À beira do gramado, Guto Ferreira reclamava da falta de movimentação dos jogadores de meio para escapar da armadilha adversária. Para tentar desafogar, o técnico colocou Chiquinho no lugar de Diego Rosa.
Mas a mudança demorou para surtir efeito. Enquanto isso, o Atlético chegava com Tiago Marques e Bruninho. Alex Willian acertou a trave em cobrança de falta que Edson Bastos fez golpe de vista e por muito pouco não pagou caro. O Sorocaba encurralou a Ponte, tentou até o fim, mas não conseguiu a igualdade na meta que recebeu o enxame de abelhas. Decepção para os visitantes. Alívio e recorde para os campineiros.
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