quarta-feira, 3 de abril de 2013

Ponte faz campanha contra Protestos

Na volta de Kleina ao Majestoso, Ponte faz campanha contra protestos

Para evitar risco de perder mando, clube divulga nota pedindo para torcida não atirar moedas no campo em direção ao treinador do Palmeiras, domingo

gilson kleina palmeiras mirassol (Foto: Ferdinando Ramos / Agência Estado)Kleina volta ao Majestoso pela 1ª vez após deixar
a Ponte (Foto: Ferdinando Ramos / Agência Estado)
A movimentação de torcedores nas redes sociais para protestar contra Gilson Kleina fez a diretoria da Ponte Preta tornar pública a preocupação com a recepção ao treinador no duelo com o Palmeiras, domingo, às 16h. Para evitar o risco de punição, o clube divulgou uma nota no site oficial com um apelo: que a torcida não atire moedas no campo na volta de Kleina ao Majestoso (leia a nota abaixo). Sem citar o nome do atual comandante do Verdão no comunicado, a Macaca deixou transparecer certa mágoa com seu ex-treinador.
O alerta também foi feito nas contas do clube no Facebook e no Twitter. A diretoria não se opõe a manifestações pacíficas - vaias e xingamentos, mas pede que ninguém ultrapasse os limites. O presidente Márcio Della Volpe promete reforçar a vigilância para inibir atitudes suspeitas.
A saída de Kleina da Macaca, em setembro do ano passado, ainda divide opiniões no clube. Uma parte da torcida considera que o treinador deixou a Ponte na mão ao aceitar a proposta do Palmeiras. Sem ele, os campineiros passaram por uma fase de instabilidade no segundo turno do Brasileirão e chegaram a temer pelo rebaixamento, o que aumentou a revolta com a decisão do treinador. Por outro lado, há torcedores que reconhecem o bom trabalho feito por Kleina na Ponte e respeitam a troca.

Gilson Kleina ficou um ano e sete meses no Majestoso. Durante esse período, conquistou o acesso à elite nacional, levou a Ponte às quartas de final do Paulista de 2011 e às semifinais do Paulista de 2012, além das oitavas de final da Copa do Brasil do mesmo ano. Foram 115 jogos, com 48 vitórias, 32 empates e 35 derrotas. É o técnico com mais partidas consecutivas à frente da Macaca nos últimos 15 anos.
A proximidade do confronto com as quartas de final é uma preocupação extra. Caso aconteça algo, a Ponte pode ter de atuar longe de casa nas fases seguintes. No Majestoso, a Macaca está invicta há sete meses. Será o segundo encontro entre Kleina e Ponte. No primeiro, o treinador levou a melhor: 3 a 0 justamente na sua estreia pelo Palmeiras. Foi também a primeira partida da Macaca sob o comando de Guto Ferreira, que continua no cargo até hoje.
Gilson Kleina Corinthians x Ponte Preta (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Gilson Kleina quando ainda era técnico da Ponte: bons momentos (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Leia a nota oficial da Ponte Preta:
"Time invicto, recorde de 1981 quebrado, melhor defesa, artilheiro da competição e equipe garantida na segunda fase com três rodadas de antecedência, praticamente já consolidada como um dos quatro primeiros e com vantagem de definir em casa. Esta é a Ponte Preta em 2013 e o torcedor tem toda razão para estar orgulhoso e acreditar na Macaca nas finais. No entanto, uma das maiores vantagens da Ponte na segunda fase da competição pode ser jogada por terra se houver apenas um comportamento equivocado neste domingo.
Várias pessoas estão dizendo nas redes sociais que irão jogar moedas no campo e “fazer um inferno” em protesto a um ex-treinador. Acontece que a Ponte é maior que ex-técnicos, ex-jogadores, maior do que tudo, e quem irá sofrer se este tipo de ação ocorrer é a própria Ponte. Lembre-se de que, quando a torcida do Santos jogou moedas no campo para protestar contra Ganso no confronto contra o São Paulo, o Santos é que foi punido, com perda de mando de campo.

Ou seja, uma ação equivocada neste domingo pode simplesmente fazer com que percamos o mando de campo que o time está lutando para consolidar e ter como vantagens nas finais. “Fazemos um apelo ao torcedor para que nos ajude a manter esta grande vantagem e não prejudique o próprio time. A Ponte inclusive já assumiu o compromisso público de, caso cheguemos às finais, lutar para realizar uma das partidas aqui, como fizemos em 2008. Imagine conseguirmos isso e simplesmente não podermos jogar no Majestoso por causa de uma punição. Seria absurdo”, diz o presidente Márcio Della Volpe.

Ele acrescenta que, além do apelo, a AAPP irá agir com rigor caso haja algum tipo de manifestação proibida. “Iremos atuar para impedir e, caso ocorra, identificar quem fez e levar imediatamente às autoridades para autuação e punição”, pontua. É bom lembrar ainda que, recentemente, a  Federação Paulista de Futebol alertou a todas as torcidas dos times que participam do Paulistão que a conduta equivocada de torcedores no estádio poderão prejudicar as equipes.
O aviso da FPF – que por determinação da entidade vem sendo lido e transmitido via autofalantes em todas as partidas – deixa claro que qualquer problema poderá gerar perda de mando, multa ou até mesmo interdição do estádio. “Não arremesse objetos no campo. Não invada o gramado ou local da disputa. Não pratique tumultos ou desordens. Não porte sinalizadores, fogos ou objetos pirotécnicos de qualquer natureza. O seu clube será punido com perda de mando, multa ou até interdição do estádio por qualquer problema e se o responsável não for identificado”, diz o Coronel Isidro Suíta Martins."

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