quinta-feira, 13 de junho de 2013

Amarelou Silas?

Atraso e rejeição da torcida ameaçam acerto de Silas com a Ponte

Técnico ainda é o preferido para assumir cargo, mas diretoria já admite ir atrás de outras possibilidades se não houve acordo até sexta-feira

silas náutico (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)Silas ainda é o nome preferido da Ponte
(Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)
O que antes parecia apenas uma questão de tempo passou a ser dúvida. Uma grande dúvida. O acerto entre o técnico Silas e a Ponte Preta está ameaçado. A demora do treinador para se reunir com a diretoria alvinegra e a rejeição de parte da torcida são os motivos do impasse. Silas chegou a Campinas na manhã desta quinta-feira, pretende conversar com a cúpula da Macaca, mas evita comentar o caso.
- Eu prefiro não falar em nada sobre a Ponte. Vou retomar o contato agora. Depois, poderei falar mais tranquilamente sobre tudo isso – comentou Silas, por telefone.
Inicialmente, o que atrasou as conversas foi a situação de Silas com o Náutico. Demitido do clube pernambucano, ele viajou para Recife no último fim de semana para negociar a questão da multa rescisória e era aguardado no Majestoso entre terça e quarta. O prazo passou, e a Ponte vai esperar por uma resposta, negativa ou positiva, até sexta.
Até pela indefinição, a diretoria já admite ir atrás de outras possibilidades. Nomes como de Paulo Bonamigo, PC Gusmão e Jorginho aparecem como alternativas. Paulo César Carpegiani também estava na lista, mas já foi descartado.
O principal problema, porém, tem sido a rejeição de parte da torcida ao nome de Silas, escolhido da diretoria para assumir o cargo desde a demissão de Guto Ferreira, há uma semana. O fato de os irmãos de Silas – Eli Carlos, ex-jogador, e Paulo Pereira, auxiliar e que comandou o Guarani na reta final do Paulistão – terem ligação com o Guarani e os últimos trabalhos causaram desconfiança. Na derrota por 2 a 0 para o Botafogo, no último sábado, aliás, um grupo chegou a protestar contra a contratação do treinador, o que gerou preocupação da família.
- A rejeição é uma situação que ele tem de enfrentar. Se estiver disposto, a Ponte já o escolheu como treinador. Agora ele precisa avaliar se vale a pena enfrentar ou não – comentou o executivo de futebol da Macaca, Ocimar Bolicenho, à Rádio Bandeirantes, de Campinas.
Diante do cenário, a diretoria da Ponte tentará contornar a pressão externa e passar tranquilidade para o treinador, mas a contratação já não parece tão certa e depende muito mais da disposição de Silas em aceitar o desafio. As partes já têm um pré-acordo, incluindo salários e tempo de contrato. A ideia é fechar um vínculo até o fim do Paulistão 2014.

Nenhum comentário:

Postar um comentário