Com Carpegiani, Ponte muda perfil de treinador após duas 'apostas'
Macaca volta a ter um comandante experiente depois de quase dois anos. Último havia sido Givanildo Oliveira. Kleina e Guto vieram na sequência
outubro de 2012 (Foto: Divulgação/EC Vitória)
Givanildo foi contratado para a reta final da Série B daquele ano com a complicada missão de levar a Ponte ao acesso. Gilson Kleina chegou ao Majestoso na sequência sob desconfiança depois de um bom trabalho pelo modesto Duque de Caxias, onde livre o time do rebaixamento e terminou em uma posição intermediária na segunda divisão nacional.
Inicialmente, o nome sofreu rejeição, mas a boa campanha no Paulistão, com a quinta posição na primeira fase, deu fôlego para Kleina se firmar no cargo. A consolidação chegou com a conquista de uma vaga para a elite nacional depois de quatro tentativas frustradas. A boa fase continuou na temporada seguinte, quando a Macaca alcançou as semifinais do Paulistão e chegou às oitavas de final da Copa do Brasil.
Para o lugar dele, a Ponte foi buscar Guto Ferreira no Mogi Mirim. A excelente temporada dele no Sapão, com o Título do Interior e também o acesso à Série C, o credenciaram para assumir a equipe. Mas, apesar de já ter no currículo passagem pelo profissional do Internacional, ele, assim como Gilson Kleina, também precisou superar a desconfiança. Mais do que isso. Precisou superar a sombra do antecessor.
A diferença de estilos foi a principal dificuldade para o elenco alvinegro assimilar a troca. Saiu o jeito ‘boleiro’ de Gilson Kleina, sempre aberto ao diálogo com os jogadores, e entrou o comando centralizador de Guto Ferreira. Durante o processo de adaptação, a equipe sofreu sustos e chegou a ficar à beira da zona da degola. Quando a situação apertou, porém, Guto conseguiu fazer o time jogar e garantiu a permanência na elite nacional.
O entrosamento entre time e técnico ganhou força no início da atual temporada, quando a Ponte começou com tudo o Paulistão e liderou boa parte da primeira fase, com direito a recorde de invencibilidade da história do clube. A Macaca, no entanto, perdeu fôlego na reta decisiva, foi eliminada nas quartas de final do Corinthians, e o prestígio de Guto caiu por terra. Divergências internas também contribuíram bastante para a saída do treinador. Saída consumada com o início ruim de Brasileiro, com quatro derrotas e uma vitória em cinco jogos.
A Macaca até pensava em apostar novamente em um treinador jovem. Silas era prioridade da diretoria, mas a rejeição e a pressão da torcida pesaram para o técnico desistir do pré-acordo com a Alvinegra campineira. Tempo de contrato e salário já estavam definidos. Sem Silas, Carpegiani virou a principal opção. O perfil motivador e o controle de vestiário foram fatores determinantes para a escolha. Com contrato até o fim do Brasileiro, Carpegiani volta à ativa após oito meses. Ele está parado desde que deixou o Vitória, em outubro do ano passado.
Consultado durante o impasse com Silas, o técnico havia demonstrado desejo de voltar a trabalhar apenas em 2014. Como mudou de ideia, passou a ser a principal opção da Ponte.
Campeão mundial com o Flamengo em 1981, Carpegiani comandou alguns dos principais clubes do Brasil, além de ter dirigido seleções estrangeiras. Em 1998, esteve à frente do Paraguai na Copa do Mundo da França. Depois, comandou o Kuwait entre 2003 e 2004. Recentemente, também esteve à frente de Atlético-PR e São Paulo.
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