domingo, 23 de junho de 2013

Estilo de jogo de Carpegiani

Adepto ao estilo gaúcho, Carpegiani cobra Ponte com futebol competitivo

Treinador espera transformar a Macaca em uma equipe compacta e avisa que é perfeccionista: 'Um defeito que eu não abro mão'

Paulo César Carpegiani, novo técnico da Ponte Preta (Foto: Heitor Esmeriz)Carpegiani cobra futebol competitivo para
Ponte reagir no Brasileiro (Foto: Heitor Esmeriz)
Competitividade e perfeccionismo serão os pilares de Paulo César Carpegiani para recuperar a Ponte Preta no Campeonato Brasileiro. A primeira característica está atrelada ao estilo gaúcho, de quem o treinador é adepto e oriundo. A segunda é um traço da sua personalidade, um ‘defeito que não abre mão’, segundo o próprio diz. É assim que ele pretende dar uma nova cara à Macaca e transformá-la em uma equipe com futebol compacto.
- Sou oriundo do futebol gaúcho, metido a futebol competitivo, de muita participação. Então, quero que a Ponte jogue um futebol compacto. Ficarei muito triste de ver a minha equipe atacar, atacar e a qualquer chutão a torcida ficar apreensiva. Quero um time equilibrado e agressivo ao mesmo tempo – afirmou o novo comandante alvinegro.
Sou oriundo do futebol gaúcho, metido a futebol competitivo, de muita participação"
Carpegiani
Apesar do desejo e da confiança no elenco, Carpegiani avisa que a missão não será fácil. Não pela qualidade do grupo alvinegro, mas pela dificuldade em colocar o discurso em prática. Segundo o treinador, por mais que muitos times tentem, são raros os que conseguem. As exceções, para Carpegiani, são o Barcelona e o Bayern de Munique na Europa e o Corinthians no Brasil. Para ‘copiar’ o trio, ele aposta no alto grau de exigência que cobra dos jogadores.
- É simples jogar um futebol compacto? Claro que não. Hoje, só duas equipes jogam assim: o Barcelona e o Bayern de Munique. Aqui no Brasil também tem o Brasil. Então, na prática, é muito complicado. São palavras que eu solto aqui. Farei todo o esforço que estiver ao meu alcance para que consiga transformar a Ponte Preta em um time competitivo. Eu tenho um grande defeito que não abro mão: sou perfeccionista, cobro demais mesmo – comentou.
A necessidade de a Ponte reagir aumenta o desafio. Com quatro derrotas e uma vitória em cinco partidas, a Macaca ocupa a lanterna do Brasileiro. Carpegiani tem duas semanas implantar sua filosofia no grupo alvinegro. No dia 7 de julho, a Alvinegra volta a campo para enfrentar o Náutico, fora de casa.

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