Adrianinho: interino explica ausência de meia, aclamado por pontepretanos
Sem chances com Guto Ferreira, jogador sequer é relacionado pelo técnico Zé Sérgio. Interino diz que Ponte sente falta de um estilo como o do meia
ganha espaço como titular (Foto: Murilo Borges)
Pelo grande tempo sem jogar, Adrianinho demorou a entrar em forma. O estilo de meia antigo, sem força física e com pouca participação na defesa, não caiu nas graças de Guto Ferreira. Enquanto esteve no comando da Ponte, o técnico o escalou somente duas vezes, na estreia do Paulistão (empate sem gols com o Mogi Mirim) e na final do Título do Interior (vitória por 4 a 2 sobre o Penapolense, em que o meio-campista marcou o último gol).
Enquanto ignorava Adrianinho, o ex-treinador cobrava da diretoria da Macaca a contratação de um meia que cadenciasse o jogo, já que, na sua visão, esse jogador não exista no elenco. Algumas das críticas ao trabalho de Guto eram referentes a Adrianinho. O treinador foi demitido na semana passada, mas nem isso garantiu espaço ao meia contra o Botafogo. A torcida, ao perceber que ele nem estava entre os reservas, gritou seu nome, na tentativa de dar um recado aos jogadores. Ao final da partida, o interino Zé Sérgio explicou porque não relacionou o xodó pontepretano.
- Não houve ordem para barrar esse ou aquele jogador, mas também não poderia chegar e colocar o jogador que eu quisesse. Tem que seguir uma linha e foi isso que eu fiz. Não tenho dúvida da qualidade do Adrianinho, mas faz algum tempo que ele não vem jogando, então não posso simplismente colocar - disse o treinador, que temeu a falta de ritmo do atleta.
O "problema Adrianinho" terá que ser administrado nos bastidores do Moisés Lucarelli. O meia tem contrato até o fim de 2013 e segue treinando normalmente com os colegas. O futuro treinador chegará ao clube com a missão de não só acabar com a campanha irregular, mas também de arranjar um lugar ao meia. Para Zé Sérgio, ele tem uma característica que falta ao elenco da Macaca.
- É evidente que a Ponte Preta precisa de um jogador para acalmar a bola, controlar o jogo, servir os companheiros. Um atleta para fazer a armação, mas isso deve ser testado nesta parada do Brasileirão.
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