Entre Copa do Brasil e Sul-Americana, grupo da Ponte fica em 'cima do muro'
Se passar de fase, Macaca perde o direito de disputar torneio continental. Jogadores descartam abrir mão da vaga, mas admitem desconforto
A Macaca conquistou a vaga para a Sul-Americana ao terminar na 14ª colocação do Brasileirão de 2012. A CBF, porém, resolveu incluir os brasileiros eliminados na Libertadores a partir das oitavas de final da Copa do Brasil, o que ampliou o calendário do torneio. Para não haver conflito de datas, a entidade decidiu determinar a exclusão da Sul-Americana de quem chegasse às oitavas da Copa do Brasil, deixando times como a Ponte num dilema - a exceção é o São Paulo, atual campeão da Sul-Americana.
- É um caso inédito para mim. É a primeira vez que tenho de escolher entre uma competição ou outra. É pensar grande, pensar em chegar às finais, independentemente da competição. Temos de fazer o melhor para conquistar os objetivos, seja na Copa do Brasil ou na Sul-Americana. Estamos preparados para qualquer uma – comentou o volante Magal.
Se ganharmos do Nacional, vamos jogar a Copa do Brasil, mas não por preferência nossa, mas por imposição do regulamento"
Ocimar Bolicenho, executivo da Ponte
- É uma situação complicada optar por perder. Não dá para você entrar em campo pensando assim. Além da camisa da Ponte, é o nosso nome que também está em jogo. Então, não tem de escolher. É jogar. Se for feliz por passar, segue na Copa do Brasil. Caso contrário, tem a Sul-Americana. É entrar e tentar fazer o melhor – afirmou o Diego Sacoman, um dos únicos três titulares confirmados para o duelo desta quarta, ao lado de Roberto e Chiquinho.
Para o técnico Paulo César Carpegiani, a escalação não representa um menosprezo à Copa do Brasil. Independentemente de quem entrar, ele cobra a vitória, mas também já tem o discurso preparado em caso de eliminação para o Nacional, que figura na Série D do Brasileiro.
- Meu time sempre vai entrar para ganhar. O time que estará em campo tem total condição de representar bem a Ponte. Vamos buscar a vitória, mas, se não ganharmos, o adversário também terá os seus méritos – disse o comandante alvinegro.
A torcida sempre deixou clara a preferência por ver a Ponte na Sul-Americana, com a possibilidade de a equipe atuar fora do país. Publicamente, a diretoria evita admitir o mesmo desejo da torcida. Nos bastidores, porém, alguns cartolas já se manifestaram a favor da participação no torneio continental.
- Foi criada uma situação ruim, que deve servir de exemplo para que o regulamento seja alterado. O fato de optar por uma ou por outra é muito ruim. Vamos jogar o jogo. Se ganharmos do Nacional, vamos jogar a Copa do Brasil, mas não por preferência nossa, mas sim por imposição do regulamento – explicou o executivo de futebol Ocimar Bolicenho.
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