quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Artilheiro do ano

'Pedreiro da bola', William coloca artilharia na conta da dedicação

Atacante já tem 22 gols na temporada - sete no Brasileirão, mas deixa números individuais em segundo plano: 'O que importa é a Ponte Preta'

A ousadia de William em estabelecer a meta de fazer 30 gols na temporada contrasta com a humildade em reconhecer as próprias limitações técnicas. Ciente de que não é nenhum ‘fora de série’, ele se esforça para compensar na base do profissionalismo e coloca na conta da dedicação os excelentes números em 2013. Chegar mais cedo aos treinos e sair 20 minutos depois de todo mundo para treinar finalização já rendeu ao atacante da Ponte Preta 22 gols neste ano, sendo sete pelo Brasileirão. É o artilheiro do país, ao lado de Careca, do Paysandu, e da Série A, ao lado de Maxi Biancucchi, do Vitória.
- Craque é Messi, Neymar, Robinho, Ronaldinho. A gente, se não se dedica, não consegue nada. Sou um ‘pedreiro da bola’, tenho que preparar a massa. Então, eu procuro me empenhar no que tenho de melhor, que é dentro da área, nas finalizações, para aproveitar quando a bola chegar. Se eu tiver uma oportunidade, tenho de fazer – afirmou o camisa 9 da Macaca.
Craque é Messi, Neymar, Robinho, Ronaldinho. A gente, se não se dedica, não consegue nada"
William, atacante da Ponte Preta
Foi exatamente o que aconteceu no empate por 1 a 1 com o Fluminense, no último domingo, no Majestoso. Isolado no ataque durante a maioria da partida, William não desperdiçou a única chance clara de gol, aos 42 minutos do segundo tempo, após cruzamento de Alemão.
Se William vive boa fase - foram três gols nas duas últimas partidas, a Ponte ainda atravessa um período de irregularidade. São dois jogos sem vitória. O risco de o time entrar na zona de rebaixamento faz o atacante deixar as conquistas individuais em segundo plano. Nesta temporada, ele já foi artilheiro do Paulistão, com 13 gols.
- Eu não procuro ficar pensando muito (nos números individuais). Vocês (jornalistas) que me dão as notícias. Se eu ficar só pensando nisso, bate a ansiedade. Procuro fazer o meu trabalho, os gols surgem naturalmente. Se a ansiedade estiver lá em cima, a perna incha, o goleiro cresce. Me preocupo mais com os resultados do time, a tabela, os próximos jogos. Na minha carreira, as oportunidades sempre apareceram – disse.
É a segunda passagem de William pelo Majestoso. Na primeira, em 2011, ele já havia deixado ótima impressão. No total, são 36 gols em 58 jogos com a camisa da Macaca. A média de 0,62 gol por partida faz William ter moral com a torcida. Segundo ele, porém, ainda falta muito para ser rotulado de ídolo. Washington foi o último goleador a marcar seu nome na história recente de 113 anos do clube, no início da década de 2000.
- É o tempo que vai dizer (se eu vou ser ídolo). Será fruto do trabalho. Todo atleta tem o desejo de chegar em um clube, ser ídolo, marcar história. O Washington fez por merecer o reconhecimento que conquistou na Ponte. Claro que eu penso (em virar ídolo), mas preciso fazer mais, principalmente conquistar títulos, que é o mais importante para a Ponte.
William, atacante da Ponte Preta (Foto: Reprodução / EPTV)William comemora um dos 22 gols que fez pela Ponte Preta em 2013 (Foto: Reprodução / EPTV)

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