Entre os dois times, o aperto na tabela do Campeonato Brasileiro estava menor para Ponte Preta. Fato transformado em vantagem logo aos cinco minutos. Afundado na tabela, o Criciúma se perdeu no primeiro tempo. Não passou de um arremate de Morais e acúmulo de passes errados. A Macaca levou a etapa tranquila, enquanto do outro lado a turbulência era maior à medida que a torcida protestava. Protesto que aumentou no segundo tempo, ainda mais quando Chiquinho botou falta com perfeição nas redes do Tigre. João Vitor ainda descontou no fim, mas o gol solitário tricolor foi vaiado mesmo assim.
O 3-5-2 montado pelo técnico Paulo Cesar Carpegiani deu força para a Ponte Preta subverter o único atributo que o Criciúma tinha no começo do jogo, a torcida a favor – embora não tão maciça quanto os últimos jogos no Heriberto Hülse, mas ainda assim barulhenta. Mas apesar da alteração - exclusivamente? - para o confronto, a Macaca abriu o placar como havia feito no encontro com o Tigre, 10 dias antes. Uendel botou falta dentro da área e o goleador William cabeceou dentro do gol na partida pelo Campeonato Brasileiro. Na noite desta quarta-feira, a cabeçada foi do zagueiro César antes do balão encontrar o fundo da rede.
O gol desestabilizou o Criciúma, amordaçado ao campo de defesa. À exemplo de outras partidas, após o 20º minuto chegaria ao encaixe. Correu atrás e esteve perto de igualar. Não tivesse Diego Sacoman aparecido no meio do caminho da bola, Morais teria marcado um golaço. Rildo, aos 27, quase o fez também. Mas o atacante da Ponte Preta foi passando pela defesa até ficar de frente com Galatto. Estreante pelo Tigre, o goleiro apresentou suas credenciais: tapa ágil e bola para fora. Não demoraria para a torcida da casa perder a paciência. Até porque o Carvoeiro pouco faria daí por diante.
Além de vaias, os torcedores pediram raça e chamaram a equipe do Criciúma de ‘time sem vergonha’. Sobrou também o diretor de futebol Cícero Souza. Reflexo e manifesto claro da insatisfação com o time em campo. O Tigre não conseguia trocar mais do que três passes. Chegar perto da baliza guarnecida por Roberto, era algo relegado os lances de bola parada. A Ponte não se incomodou com a turbulência explícita: manteve a forma desde o início da partida e encaminhou o primeiro tempo em vantagem de 1 a 0.
Mudança surge efeito apenas no fim
A cartada do técnico Vadão para tentar dar tentar mudar o rumo do jogo a partir dos últimos 45 minutos foi a entrada do atacante Lins na vaga do meia Morais. Botou velocidade e três atacantes para confronto com o trio de zaga com Betão, Diego Sacoman e César. Até os 10 minutos, não deu em nada o Criciúma era o mesmo. O que quase deu foi a ampliação do placar por parte da Ponte. Em nova bola alçada, Betão quase conseguiu botar para dentro. O treinador do Tigre também sacaria Amaral, vaiado pela torcida, para a entrada de Bruno Renan. Parecia medida desesperada, porque o também volante quase pouco apareceu em ação nos jogos do clube.
A pressão sobre o Carvoeiro poderia ser menor caso o goleiro Roberto não contasse com a sorte ou estivesse bem no jogo. Aos 17, Lins ficou na cara do arqueiro pontepretano, mas o toque passou ao lado poste. Aos 19, Fabinho encheu o pé, certeiro. Roberto fez uma defesaça. O Tigre ansiava que a pressão diminuísse quando Rildo deu lugar para Rafinha. Longe disso. Pouco depois, a Ponte aumentava o marcador com cobrança de falta magistral de Chiquinho. A comemoração do meia foi o sinal para parte dos 6.806 torcedores pegarem o caminho de casa, aos 22 do segundo tempo.
E tinha como ficar pior para os mandantes. Com as três substituições queimadas, Wellington Paulista deixou o campo lesionado. Confortável, a Ponte levou o jogo até o final sem passar trabalho. Tomou o gol do desconto, marcado de cabeça por João Vitor. Mas o estrago já estava feito. Levou para Campinas o benefício que obriga o Tigre a vencer por dois gols de diferença e fora de casa para derrubar a vantagem construída pelos campineiros.
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