Ponte aguarda resposta do Timão para oficializar rescisão com Ramírez
Enquanto decisão não sai, meia treina normalmente na Macaca nesta sexta, mas está fora da lista de relacionados para duelo contra o Atlético-PR
com o futuro indefinido (Foto: Carlos Velardi/ EPTV)
Sem a decisão final, o atleta treinou normalmente na Macaca nesta sexta-feira, mas está fora da lista de relacionados para o duelo contra o Atlético-PR, domingo, às 18h30, em Curitiba. Caso o Corinthians não concorde em aceitar Ramírez de volta antes do fim do contrato, o jogador seguirá trabalhando na Ponte, mas, como está fora dos planos para a sequência da temporada, não será mais utilizado por Jorginho durante as partidas.
- Eu cheguei faz pouco tempo. Não tenho condições de avaliar a passagem dele. Comigo, foram dois jogos. Um muito bom, com o Grêmio. Mas se a diretoria optou, está fora do meu limite. O considero um jogador muito bom tecnicamente. Teve os seus problemas com a torcida e não teria nem cabeça para entrar em campo neste domingo - explicou Jorginho.
No Majestoso desde o início do ano, Ramírez defendeu a Alvinegra campineira em 28 jogos, com dois gols. Sua despedida com a camisa da Ponte foi no empate por 1 a 1 com o Flamengo, no último domingo, justamente quando explodiu a crise entre jogador e diretoria. As partes entraram em rota de colisão depois que o presidente Márcio Della Volpe e o então executivo de futebol Ocimar Bolicenho classificaram Ramírez como uma decepção.
As cobranças públicas irritaram o peruano, que, depois do duelo com o Flamengo, se defendeu dos julgamentos, negou falta de interesse em defender a Ponte e criticou as declarações dos dirigentes. O desabafo não caiu bem entre a diretoria, e a polêmica foi o estopim para encurtar a passagem do peruano pelo clube.
A alegação oficial da Ponte é que as seguidas convocações para a seleção peruana têm atrapalhado o rendimento do meia com a camisa alvinegra. Nos bastidores, porém, a troca de acusações entre as partes é apontada como o principal motivo da saída.
Envolvido na transferência do lateral-direito Guilherme Andrade para o Timão, Ramírez chegou à Ponte no início do Paulistão com o status de ‘cereja do bolo’. Todos viam nele o camisa 10 ideal, mesmo ele não exercendo tal função no Corinthians e também na seleção peruana. O início da trajetória do meia no Majestoso empolgou. Com um gol na estreia na vitória sobre o Guarani no dérbi campineiro, Ramírez caiu nas graças da torcida logo de cara. As boas atuações na primeira fase consolidaram a imagem positiva junto à massa alvinegra.
Veio a eliminação nas quartas de final, justamente para o Corinthians, e, a exemplo de todo o grupo, o peruano caiu de rendimento. A principal reclamação era sobre a postura pouco agressiva dele em campo. A queda de desempenho, aliado aos períodos de ausência devido à seleção peruana, fez Ramírez gastar os créditos aos poucos e perder o posto de intocável. A última polêmica foi a gota d´água para a situação do meia ficar insustentável. Para ter Ramírez, a Ponte abriu mão de 50% do passe de Guilherme, estimados em R$ 1 milhão. Os salários do peruano eram bancados integralmente pelo Corinthians.
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