Debaixo de chuva, Atlético-PR vence a Ponte e assume o terceiro lugar
Com o gramado encharcado, o jogo se reduziu a chutes e bolas paradas. Paulo Baier fez o único gol do jogo, que teve muita vontade das equipes
Na partida em que se esperava o duelo dos artilheiros Ederson, do Atlético-PR, com 13 gols e William, 11 gols, a forte chuva atrapalhou as táticas e o que se viu foi muito chutão e tentativas de bola parada, além de muita vontade dos dois lados. A água que caiu também não assustou os 7657 torcedores que foram ao estádio.
Pelo Brasileiro, o Atlético-PR recebe o Vitória no próximo domingo. Antes, na quinta, o Furacão joga contra o Internacional pela Copa do Brasil, no Estádio do Vale, em Novo Hamburgo. A Ponte Preta recebe, na quarta-feira, pela Sul-Americana, o Deportivo Pasto, no Moisés Lucarelli. No sábado, ela pega o Botafogo, no Maracanã.
Com toda a chuva que caía, o maior objetivo foi controlar a bola e dar sequência em jogadas. Como não era possível fazer ela correr, as tentativas mais perigosas vinham de bolas altas e chutões. A melhor delas resultou no gol do Atlético-PR com o levantamento de Ederson pela esquerda, que encontrou Baier do outro lado para mandar o chute de primeira e estufar as redes.
A Ponte não ficou apenas assistindo o futebol na água e arriscou depois que o time acertou sua marcação. Dando menos espaço para o time da casa e com maior domínio de bola, a Macaca assustou com bolas paradas e lançamentos na área que paravam na trave ou nas boas defesas de Weverton. No finalzinho, Willian mandou um chute na trave e, para sorte do Atlético-PR, o rebote sobrou para a zaga.
Assustando com tanta água, o goleiro Roberto disse que a água foi mais vantajosa para o Atlético-PR. Sem chuva em Campinas, ele acredita que os rubro-negros estão mais acostumados.
- Está difícil com o campo alagado e estamos num secada desgraçada lá no estado de São Paulo. Aqui o pessoal é mais acostumado.
Ponte vai para cima, mas Weverton fecha o gol
Os dois times voltaram para o segundo tempo sem mudanças e a chuva também não deu trégua. Apesar de ter mais posse de bola, a Ponte tomava mais sustos dentro da área e pouco finalizava.
Com o jogo tomando o mesmo ritmo do primeiro tempo, o técnico Jorginho mostrou que ia para tudo ou nada quando, aos 15 minutos, tirou o volante Alef para a entrada do atacante Adaílton.
Poucos minutos depois, o zagueiro Ferron deu lugar para mais um atacante, Rafael Ratão. No Rubro-Negro, o artilheiro Ederson saiu visivelmente cansado e Roger o substituiu.
As mudanças deixaram a Ponte mais ofensiva e perigosa, além de proporcionar uma bela jogada. Rafael Ratão deu brilho à partida quando, de costas para o gol, deu o chapéu em dois marcadores atleticanos, girou e chutou, mas a bola saiu prensada em Luiz Alberto. O atacante ainda quase marcou no finalzinho, mas Weverton salvou o chute rasteiro para felicidade dos torcedores atleticanos.
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