quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Ponte vence Deportivo em Majestoso Lotado

A torcida da Ponte Preta fez valer a pena a espera de 113 anos pela estreia internacional oficial do clube. Com uma linda festa, dentro e fora do Moisés Lucarelli, a massa alvinegra contagiou e empurrou o time para sair em vantagem no duelo contra o Deportivo Pasto, pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana. Coube a Uendel, num primeiro tempo mais colombiano que brasileiro, e Fellipe Bastos, em cobrança de falta perfeita já nos acréscimos de uma etapa final tensa, garantirem a vitória histórica por 2 a 0 na noite desta quarta-feira.
O Majestoso pulsou com a presença de 14.700 pagantes, recorde de público da Macaca na temporada. A casa cheia deixou o cenário ainda mais favorável à Ponte. Mais na base da entrega do que da técnica, a equipe correspondeu ao apoio da torcida. O resultado aproxima a Macaca das quartas de final da Sul-Americana. Para a partida de volta, dia 22 de outubro, em Pasto, na Colômbia, o time pode até perder por um gol de diferença que estará classificado.
Quem passar, terá pela frente o vencedor do confronto entre La Equidad e Vélez Sarsfield, que largou em vantagem ao vencer fora de casa por 2 a 1. Antes de voltar a se preocupar com a Sul-Americana, a Ponte precisa retornar à dura realidade no Brasileirão, no qual está ameaçada pelo rebaixamento. O próximo desafio está marcado para sábado, às 21h (de Brasília), contra o Botafogo, no Maracanã.

Ponte aproveita falha de goleiro para sair em vantagem
As escalações evidenciavam a proposta de jogo de cada time. Enquanto Jorginho colocou a Ponte para frente, com três atacantes, trocando Artur por Régis na lateral direita pensando no apoio pelas laterais, Flabio Torres tratou de fechar o Deportivo, com apenas um atacante, o uruguaio Lalinde na frente.
Comemoração da Ponte preta contra o Deportivo Pasto (Foto: Agência Reuters)Uendel festeja com Sacoman o primeiro gol internacional da Ponte (Foto: Agência Reuters)
Empurrada pela torcida, a Macaca começou na base da empolgação. O ímpeto alvinegro, porém, esfriou rapidamente, principalmente pela forte marcação dos colombianos, muitas vezes abusando das faltas, e também pela demora de alguns jogadores para entrar na partida, como Adrianinho. O anseio de resolver logo parecia atrapalhar os campineiros. O primeiro lance de perigo saiu apenas aos 17 minutos, com uma cabeçada de Rildo que ciscou a trave.
O Deportivo dava uma aula de aplicação tática e também mostrava qualidade com a bola nos pés quando se arriscava ao ataque. Na Ponte, a individualidade de Rildo e Chiquinho era a aposta, porém, mais fortes fisicamente, os colombianos levavam a melhor na maioria das divididas. O esquema de Flabio Torres só não contava com uma falha do goleiro Álvarez.
Aos 30, ele soltou uma cobrança de falta de Fellipe Bastos nos pés de Uendel, que bateu cruzado para abrir o placar. O gol fez a Ponte se soltar em campo e desestabilizou o sistema defensivo do Pasto. Álvarez quase entregou novamente quando Chiquinho arriscou da ponta direita. O goleiro voltou a dar rebote, mas desta vez chegou antes de William para evitar o segundo gol da Macaca. Baraka, de frente para Álvarez, ainda jogou para fora a última chance do primeiro tempo.

Festa completa no fim
A Ponte voltou do intervalo com a mesma vontade demonstrada no início da partida. Só que mais do que vontade, desta vez mostrou inteligência para pressionar a saída de bola dos colombianos. Ofensivamente, porém, a equipe continuava deixando a desejar. Depois de segurar a pressão inicial da Ponte, o Pasto começou a acreditar no empate.
Chiquinho jogo Ponte Preta contra Deportivo Pasto (Foto: Reuters)Vantagem deixa Ponte tranquila para confronto de volta, na Colômbia (Foto: Reuters)
Maurício Mina, no mano a mano com Régis, e Piedrahita, em cruzamento despretensioso que parou no travessão, assustaram Roberto. William respondeu para a Ponte. Primeiro com uma arrancada que só não parou nos fundos das redes devido ao corte da zaga colombiana. Depois, ao desviar cobrança de escanteio na primeira trave.
A busca dos colombianos pelo empate deixava espaços para a Ponte criar. Faltava acertar a pontaria. Chiquinho colocou mais um lance de gol perdido na sua lista. Após receber passe preciso de Elias, ele se atrapalhou com a bola e perdeu o tempo da finalização. Depois, ainda tentou arrumar, mas mandou por cima. Por pouco, Chiquinho não se redimiu ao buscar William na área, mas acertar o travessão.
Os minutos finais foram de tensão. Um princípio de confusão envolvendo William e um susto com Murillo, que precisou deixar o estádio ambulância após um choque de cabeça com Álvarez, deixaram o fim ainda mais nervoso. Mas Fellipe Bastos, já nos acréscimos, tratou de devolver alegria à partida. Com uma cobrança de falta perfeita no ângulo esquerdo, ele deixou completa a noite histórica: 2 a 0. Um merecido presente para a torcida alvinegra. Festa antes, durante e depois no Majestoso.

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