quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Ponte tenta lidar com catimba Argentina

Após 'teste', dupla vê Ponte madura para lidar com catimba argentina

Diego Sacoman e Fellipe Bastos pedem inteligência contra o Vélez. Zagueiro cita duelo contra o Vasco para considerar time preparado

Diego Sacoman, zagueiro da Ponte (Foto: Carlos Velardi/ EPTV)Sacoman aponta jogo contra o Vasco como 'teste'
para Sul-Americana (Foto: Carlos Velardi/ EPTV)
A rivalidade Brasil x Argentina entrará em campo novamente nesta quinta-feira. De um lado, a Ponte Preta, ainda iniciante em competições internacionais. Do outro, o Vélez Sarsfield, uma vez campeão da Libertadores e calejado em disputas mata-mata. Histórico que pode valer tanto quanto a qualidade técnica e reforça a importância de a Macaca saber lidar com a tradicional catimba argentina. Dificuldades à vista na bola e também sem ela.
- Contra argentinos, são sempre jogos catimbados. Eles tentam irritar a outra equipe, é um dom deles. Eles sabem irritar o outro, ainda mais quando o time adversário é o brasileiro, devido à rixa entre os países no futebol. Precisamos manter a tranquilidade e responder na bola. Não adianta cair na pilha – comentou o volante Fellipe Bastos.
Para o zagueiro Diego Sacoman, o jogo contra o Vasco, no último domingo, foi um teste que deixou a Macaca pronta para encarar as provocações dos argentinos, além de saber passar por cenários adversos. A partida, decisiva na luta contra o rebaixamento, teve toques de duelo sul-americano, com expulsões, cera do goleiro vascaíno e drama. Muito drama.
Depois de sair atrás do placar, perder o atacante William e ficar com um a menos a partir da metade da etapa final (Ferron levou cartão vermelho justamente por se estranhar com o lateral peruano Yotún), a Ponte buscou a virada com gols de Adrianinho, aos 34 minutos, e Uendel, aos 44 minutos.
- O jogo de domingo nos preparou de todas as maneiras. Se parar para analisar, o goleiro deles ganhou uns oito minutos na base da catimba. Quando ficamos com um a menos, eles ficaram tocando a bola e nós tivemos paciência para esperar o momento certo. Então, estamos amadurecendo a cada partida. Considero que a Ponte está pronta para enfrentar o Vélez, seja no aspecto psicológico, físico ou tático. O importante é ter a cabeça tranquila e começar e terminar o jogo com 11 jogadores. Eles vão provocar. Temos de ter a cabeça tranquila – pregou o defensor alvinegro.
Marlon Piedrahita do Pasto x Uendel da Ponte Preta (Foto: AFP)Contra o Pasto, Macaca teve dificuldades com a catimba do adversário mais experiente (Foto: AFP)
Nas oitavas de final, a Ponte passou pelo Deportivo Pasto, da Colômbia. Na partida de ida, em Campinas, os colombianos, mais experientes, conseguiram se impor junto ao árbitro e enervar os brasileiros no início. Depois que controlou o lado emocional, a Ponte levou a melhor na bola, vencendo por 2 a 0. Na Colômbia, a Macaca, já tarimbada com a pressão colombiana, administrou a vantagem e se classificou mesmo com a derrota por 1 a 0.
Ponte e Vélez iniciam a disputa por uma vaga às semifinais da Sul-Americana a partir das 20h15 desta quinta, no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas. Uma semana depois, fazem o confronto decisivo, às 20h45, em Buenos Aires. Entre um jogo e outro contra o Vélez, a Macaca vai a Santa Catarina pegar o Criciúma, domingo, às 19h30, pelo Brasileirão.

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