Sem 'tradutores', Ponte aposta na linguagem da bola para se superar
Adrianinho cita dificuldade em se comunicar com o árbitro e os jogadores do Deportivo Pasto no jogo de ida e fala em 'mímica' para ser compreendido
mas aposta na bola (Foto: Carlos Velardi / EPTV)
Sem os "tradutores", já que o trio, pela língua, tem facilidade para se comunicar em outros países da América do Sul, o elenco alvinegro aposta na linguagem da bola para se virar no exterior. O maior desafio será dentro de campo, nesta terça-feira, contra o Deportivo Pasto, às 22h15 (de Brasília), pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana.
Para o meia Adrianinho, a dica é evitar se estender no papo e usar a mímica para minimizar a dificuldade de comunicação. O venezuelano Marlon Escalante será o árbitro do duelo.
– Que eu saiba, quase ninguém aqui sabe falar fluentemente o espanhol daqui. Então, é usar a língua da bola, que é entendida em qualquer canto, fazendo muita mímica e falando apenas o básico para não ser mal interpretado – disse o meia, citando como exemplo um episódio que aconteceu com o atacante William na partida de ida, quando a Ponte venceu por 2 a 0, em Campinas.
– No fim do jogo, quando deu aquela confusão, o William se levantou e foi dizer para os jogadores do Pasto que não teve a intenção de machucar ninguém, mas eles não entenderam nada e ficaram ainda mais nervosos – lembrou.
Fora das quatro linhas, Adrianinho não vê tanto problema com as diferenças entre os idiomas.
– É só conversar mais devagar, pedir para repetir que fica tudo certo. Já dentro de campo, não dá para você ter esse tipo de tratamento. Então, é na linguagem da bola mesmo – brincou.
Em Campinas, até pela facilidade em se comunicar com o árbitro, o time colombiano pressionou bastante e também abusou da catimba. Adrianinho garante que a Ponte está pronta para não entrar nas provocações do adversário.
– Os outros sul-americanos sabem catimbar melhor que os brasileiros, mas não tem problema. Lá em Campinas, eles marcaram muito, logo bateram mais. Aqui, vão ter de sair mais para o jogo, então, o cenário deve mudar um pouco – comentou.
– Qualquer coisa eu falo inglês mesmo. Aí não tem erro. No primeiro jogo, eu tentei falar várias vezes com o juiz em português, mas ele não me entendeu. Aí teve uma hora que eu mandei um inglês. Acho que daí ele compreendeu.
Com a vitória por 2 a 0 no Majestoso, a Ponte pode até perder por um gol de diferença que estará classificada. Empate e derrota por dois gols de vantagem para o Pasto a partir de 3 a 1 também beneficiam a Macaca. Em caso de placar repetido a favor dos colombianos, a decisão da vaga vai para os pênaltis. Quem passar, terá pela frente o argentino Vélez Sarsfield nas quartas de final da Sul-Americana.
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