segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Sem estrangeiros no time Adrianinho aposta na linguagem dos boleiros

Sem 'tradutores', Ponte aposta na linguagem da bola para se superar

Adrianinho cita dificuldade em se comunicar com o árbitro e os jogadores do Deportivo Pasto no jogo de ida e fala em 'mímica' para ser compreendido

Por Bogotá, Colômbia
Adrianinho, meia da Ponte Preta (Foto: Carlos Velardi / EPTV)Adrianinho sabe que a Macaca terá dificuldades,
mas aposta na bola (Foto: Carlos Velardi / EPTV)
A Ponte Preta nunca teve em seu elenco tantos estrangeiros como tem atualmente. Mas, na hora de usufruir do conhecimento de pelo menos um deles, ficou desamparada. Os peruanos Ramírez e Advíncula e o argentino Brian Sarmiento perderam espaço com o técnico Jorginho e deixaram o grupo de jogadores que está na Colômbia sem um especialista no idioma.
Sem os "tradutores", já que o trio, pela língua, tem facilidade para se comunicar em outros países da América do Sul, o elenco alvinegro aposta na linguagem da bola para se virar no exterior. O maior desafio será dentro de campo, nesta terça-feira, contra o Deportivo Pasto, às 22h15 (de Brasília), pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana.
Para o meia Adrianinho, a dica é evitar se estender no papo e usar a mímica para minimizar a dificuldade de comunicação. O venezuelano Marlon Escalante será o árbitro do duelo.
– Que eu saiba, quase ninguém aqui sabe falar fluentemente o espanhol daqui. Então, é usar a língua da bola, que é entendida em qualquer canto, fazendo muita mímica e falando apenas o básico para não ser mal interpretado – disse o meia, citando como exemplo um episódio que aconteceu com o atacante William na partida de ida, quando a Ponte venceu por 2 a 0, em Campinas.
Qualquer coisa eu falo inglês. Aí não tem erro. No primeiro jogo, tentei falar várias vezes com o juiz em português, mas ele não me entendeu. Aí teve uma hora que mandei um inglês. Acho que daí ele compreendeu"
Ferron
– No fim do jogo, quando deu aquela confusão, o William se levantou e foi dizer para os jogadores do Pasto que não teve a intenção de machucar ninguém, mas eles não entenderam nada e ficaram ainda mais nervosos – lembrou.
Fora das quatro linhas, Adrianinho não vê tanto problema com as diferenças entre os idiomas.
– É só conversar mais devagar, pedir para repetir que fica tudo certo. Já dentro de campo, não dá para você ter esse tipo de tratamento. Então, é na linguagem da bola mesmo – brincou.
Em Campinas, até pela facilidade em se comunicar com o árbitro, o time colombiano pressionou bastante e também abusou da catimba. Adrianinho garante que a Ponte está pronta para não entrar nas provocações do adversário.
– Os outros sul-americanos sabem catimbar melhor que os brasileiros, mas não tem problema. Lá em Campinas, eles marcaram muito, logo bateram mais. Aqui, vão ter de sair mais para o jogo, então, o cenário deve mudar um pouco – comentou.
Em último caso, o zagueiro Ferron, sempre brincalhão, já sabe o que fazer para ser entendido.
– Qualquer coisa eu falo inglês mesmo. Aí não tem erro. No primeiro jogo, eu tentei falar várias vezes com o juiz em português, mas ele não me entendeu. Aí teve uma hora que eu mandei um inglês. Acho que daí ele compreendeu.
Com a vitória por 2 a 0 no Majestoso, a Ponte pode até perder por um gol de diferença que estará classificada. Empate e derrota por dois gols de vantagem para o Pasto a partir de 3 a 1 também beneficiam a Macaca. Em caso de placar repetido a favor dos colombianos, a decisão da vaga vai para os pênaltis. Quem passar, terá pela frente o argentino Vélez Sarsfield nas quartas de final da Sul-Americana.

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