sábado, 16 de novembro de 2013

Della Volpe dá recado "Isso vai provocar mais violencia"

Della Volpe lamenta postura do São Paulo: 'Vai provocar mais violência'

Presidente da Ponte Preta teme que torcidas se enfrentem no caminho do segundo jogo, que deve acontecer no Estádio Romildo Ferreira, em Mogi

Márcio Della Volpe, presidente da Ponte Preta (Foto: Carlos Velardi/ EPTV)Márcio Della Volpe não aprova atitude da diretoria
do São Paulo (Foto: Carlos Velardi / EPTV)
A divergência de opiniões entre diretorias de Ponte Preta e São Paulo ficou mais evidente neste sábado. À espera de uma resposta da Conmebol sobre o veto ao Estádio Moisés Lucarelli, que deve acontecer até segunda-feira, o presidente Márcio Della Volpe se irritou com a postura do adversário na Sul-Americana. Para o cartola da Macaca, a realização da semifinal fora de Campinas vai gerar mais problemas do que benefícios.
- O São Paulo não quer relacionamento com clubes. Isso que ele está fazendo vai provocar mais violência. Abdicou da segurança por uma regra absurda. Não é isso que é o futebol - afirmou o dirigente pontepretano, em entrevista à Rádio Bandeirantes de Campinas. O cartola teme que as duas torcidas, que não possuem boa relação, entrem em confronto no caminho para a segunda partida.
O vice-presidente de futebol do Tricolor, João Paulo de Jesus Lopes, preferiu não polemizar nesta sexta e apenas disse que o clube do Morumbi apenas cumpriu o regulamento feito pela Conmebol.
- O São Paulo segue o regulamento. Apenas dissemos que havia uma situação de desacordo em relação a isso. Eu tenho uma ótima relação com o presidente da Ponte Preta, mas infelizmente não podemos aceitar jogar fora do regulamento. É uma questão fundamental de segurança. Não vamos abrir mão de segurança para nossa equipe e nossa torcida - disse o dirigente.
Forte nos bastidores, o Tricolor pressionou a mudança da sede para a segunda partida da semifinal da Sul-Americana, alegando que o Moisés Lucarelli não comportaria a capacidade mínima (20 mil torcedores). A Ponte respondeu com um laudo do Corpo de Bombeiros, feito em maio, com público máximo de 27 mil espectadores. No entanto, o documento foi considerado inválido logo depois, por se tratar de um projeto técnico.
Dirigentes dos dois clubes se reuniram por vários dias na capital, na sede da Federação Paulista de Futebol (FPF), mas não chegaram a um acordo. No fim, o São Paulo ganhou a queda de braço. A Ponte Preta, agora, terá que indicar um estádio que possa receber a partida do dia 27 de novembro. O preferido é o Romildo Ferreira, em Mogi Mirim, com capacidade para 30 mil torcedores.
- Na terça, quando recebemos a entrada do São Paulo, estávamos na FPF e consultamos o campo do Mogi. Temos um bom relacionamento com o Mogi, falei com o Wilson (vice-presidente). Ele disse que não teria problema. Estou aguardando o comunicado da Conmebol para solicitar a eles o estádio - disse o cartola.
Ponte e São Paulo iniciam a disputa por uma vaga na final da Copa Sul-Americana nesta quarta-feira, às 21h50, no Morumbi.

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