terça-feira, 26 de novembro de 2013

Jair Picerni quer que justiça pelo passado seja feita com vitoria da Ponte

Ex-técnico da Ponte Preta quer vaga para corrigir 'injustiças' do passado

Jair Picerni cita final do Paulista de 1981 para lembrar que Macaca já foi impedida de fazer o segundo jogo em casa em um confronto decisivo contra o São Paulo

Jair Picerni assumiu o União São João de Araras (Foto: Reprodução EPTV)Jair Picerni tem história na Ponte: jogador e técnico (Foto: Reprodução EPTV)
A polêmica entre São Paulo e Ponte Preta para decidir qual estádio receberia a segunda partida da semifinal da Sul-Americana aflorou lembranças. Não só da torcida da Macaca de uma forma geral, mas também de quem já defendeu a Alvinegra contra o Tricolor em um importante duelo. Jair Picerni, lateral-direito de sucesso e treinador de vários clubes do futebol brasileiro, que o diga.

Comandante da Macaca no Campeonato Paulista de 1981, Picerni até hoje guarda mágoas de como foi decidido o Estadual. Na ocasião, a Ponte (campeã do primeiro turno) encarou o São Paulo (vencedor do segundo turno) e, assim como neste ano, tinha o direito de jogar uma das partidas no Moisés Lucarelli, em Campinas. Só que, tal qual em 2013, a equipe alvinegra não conseguiu mandar o duelo no Majestoso.

- A Ponte foi obrigada pela Federação Paulista a não jogar em Campinas. Era um jogo para cada um, conforme o regulamento. Empatamos 1 a 1 no Morumbi e daí vinha para Campinas. A segurança não aprovou e a Ponte perdeu a oportunidade. Por isso, teve que jogar de novo em São Paulo. Perdemos o título muito mais ganho do que o de 1977 - lembrou Picerni, por telefone, ao GLOBOESPORTE.COM.
 Ver a Ponte ganhar do São Paulo com tanta autoridade no Morumbi me fez lembrar os anos 1980. A Ponte era time grande
Jair Picerni
O rótulo de "título mais ganho da história" foi a forma que o técnico usou para expressar o que ele considera uma grande diferença entre os clubes. A Ponte Preta tinha no elenco o goleiro Carlos, o zagueiro Juninho Fonseca, o lateral Odirlei, o meia Dicá e o atacante Chicão. O São Paulo, ao menos em nomes, não ficava tão atrás: Waldir Peres, Dario Pereyra, Marinho Chagas, Renato Pé Murcho e Serginho Chulapa. Em campo, porém, a Ponte havia vencido os dois duelos na primeira fase (ambas por 2 a 1, no interior e na capital).

- O time da Ponte era melhor que o do São Paulo, tanto que empatou a primeira final. A segunda seria em Campinas e mandaram a gente para o Morumbi. Quer queira ou não, desvirtuou um pouquinho. Em 1977, o time da Ponte era fantástico, mas foi uma pauleira. Eram 150 mil pessoas no estádio, os três jogos na casa do Corinthians. Não teve jeito - recordou Picerni, que era lateral-direito na final contra o Timão.

Apesar de não fazer parte da rotina da Ponte Preta atualmente, o técnico se revolta com a mudança de sede da segunda semifinal da Copa Sul-Americana. Para ele, é impossível que o Romildo Ferreira seja melhor equipado que o Moisés Lucarelli. Mas não importa o palco. Para Jair Picerni, a Ponte precisa superar o São Paulo para manter vivas as chances de conquistar aquilo que a sua geração merecia e não conseguiu.

- O Guarani já foi campeão brasileiro, agora é a resposta da Ponte. Quem sabe dá para conquistar o titulozinho. Pelo que fez nos anos 70 e 80, a Ponte merece esse título. Era um time grande no passado. Pelo que já fez, e também pelo que jogou no segundo tempo contra o São Paulo, merece ganhar.

Ponte Preta e São Paulo decidem qual clube representará o futebol brasileiro na final nesta quarta-feira, às 21h50, em Mogi Mirim. A Macaca tem vantagem pelo placar construído no primeiro jogo (3 a 1) e pode até perder por 2 a 0. Ao Tricolor, resta apenas vencer por três gols de diferença ou mesmo dois, de que marque pelo menos quatro.

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