"Não trocaria o título da Sul-Americana pela permanência na Série A", diz Adrianinho
Ídolo da Ponte Preta, Adrianinho garante: "torcida pode esperar um time dedicado e guerreiro"
O
PELEJA FC conversou, com exclusividade, com um cara que tem muita
história pra contar, principalmente quando o assunto é a Macaca. Com
vocês o brasileiro, austríaco, jundiaiense de nascença, campineiro de
coração: Adrianinho, ídolo da Ponte Preta.
PELEJA
FC: Teve um gosto especial eliminar o São Paulo principalmente depois
da pressão deles para vetar o Moisés Lucarelli? Deu um estímulo a mais?
ADRIANINHO: Não nos preocupamos muito com isso, precisávamos pensar na gente. A importância de passar essa fase e chegar a uma final com a Ponte Preta era muito maior que isso. Não
precisávamos de estímulo nenhum. Mas é claro que ficamos chateados de
jogar fora, ter que jogar em Mogi e não poder jogar no Moisés
(Lucarelli) que é a casa da Ponte Preta.
PFC:
Vocês eliminaram Vélez Sarsfield e São Paulo, times que têm história e
currículo na América, para chegar até a final. Agora, vocês têm pela
frente um time sem tradição nenhuma na América (Lanús). Isso pode fazer
com que a ponte dê uma relaxada?
A: Jamais
relaxar. Temos que entrar igual, até mesmo porque tivemos muitas
dificuldades. O Vélez é um ótimo time, para passar deles foi muito
difícil. O São Paulo não precisa nem comentar, todo mundo já sabe que é
um clube muito grande, de tradições em finais. Agora tem o Lanús que é
um time muito mais técnico, porém bastante agressivo, com bom toque de
bola. Temos que manter a concentração, que é dessa maneira que a gente
vem jogando.
PFC: A Ponte agora é o Brasil na Sul-Americana. A macaca tá com uma responsabilidade muito grande agora, Adrianinho?
A: Acho
que a Ponte não tem obrigação de trazer esse título. Mas pela
circunstância, pela história, pelo momento que a Ponte Preta vive, pelo
tempo sem conquistar um título, por tudo que a Ponte Preta é, o time
mais velho do Brasil, uma história maravilhosa com uma torcida
maravilhosa, eu acho que a Ponte Preta merece.
PFC:
Você foi expulso contra o Vélez de uma forma polêmica e não vai poder
jogar as finais. Tá na bronca com o árbitro, Adrianinho?
A: A
raiva já passou. Realmente eu fiquei muito chateado. Fiquei de mãos
atadas, ou melhor, de pés atados de não poder jogar. Uma situação
inusitada na minha carreira, já que eu nunca tive problemas de
indisciplina por onde passei. Eu apenas reclamei, não falei nenhum
palavrão, nada. A diretoria já entrou com um recurso, mas a CONMEBOL não responde, demora, vai só atrapalhando. Se tiver a oportunidade de voltar a jogar essa final, aí sim vou explodir de alegria e ajudar a equipe.
PFC:
O Guarani, maior rival da Ponte, é campeão Brasileiro e eles se gabam
disso. Se a Ponte ganhar a Sul-Americana, conseguirá algo que o Bugre
nunca conseguiu: um título internacional. Isso motiva?
A: Para
nós é importante apenas o título da Ponte Preta. Temos a oportunidade
de um título internacional, a Ponte Preta ainda não tem um título assim.
O clube gostaria de ter um título nacional, o que fosse, mas não tem.
Agora temos a oportunidade e é uma alegria imensa, o torcedor tá
explodindo de alegria. Há muitas famílias inteiras envolvidas nisso. Essa paixão pela Ponte Preta vem de muito tempo. É apaixonante torcer pela Ponte Preta.
PFC: O que dá para prometer para a torcida da Ponte nessas finais?
A: Tudo o que ele viu nos jogos passados. Uma luta intensa, um time dedicado e guerreiro.
PFC: Na lata, pra encerrar: Trocaria o título da Sul-Americana pela permanência na Série A do Brasileiro?
A: Não trocaria!
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