Arames, grades e fosso dão cara de prisão à 'La Fortaleza', casa do Lanús
Estádio Néstor Díaz Pérez deve receber 45 mil pessoas na final da Sul-Americana contra a Ponte Preta, quarta-feira, às 21h50. Alçapão serve para amedrontar rivais
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Do lado de fora, a aparência chega até a enganar. Com uma fachada moderna (sinal de uma recente reforma), a impressão que se tem é de algo novo. Mero engano. Basta entrar para entender que a Ponte Preta vai encontrar um clima totalmente contrário, de muita pressão, na busca pelo caneco da Copa Sul-Americana.
De frente para as arquibancadas centrais, fossos separam a torcida do gramado. Esses locais, aliás, apresentam o mínimo de higiene possível. Pelo menos a metade dos quatro metros de profundidade estão tomados por água parada (por conta da chuva) e muita sujeira (copos plásticos, garrafas, bitucas de cigarro e limbo). Uma aparência nojenta capaz de impedir que algum fanático se arrisque a invadir o campo.
Construído em 1929, o estádio tem capacidade de 47 mil torcedores - 45 mil ingressos foram colocados à venda. E o local tem se mostrado um verdadeiro talismã do Lanús na Sul-Americana. Em quatro jogos do time no La Fortaleza, foram três vitórias e um empate. Pura coincidência? Não para quem já enfrentou o clima do estádio.
A missão da Macaca não será das mais fáceis: no jogo de ida, os times ficaram no 1 a 1, no Pacaembu (gols de Goltz, para os argentinos, e Fellipe Bastos, para a equipe brasileira). Um novo empate leva a decisão para a prorrogação. Persistindo a igualdade nos 30 minutos adicionais, a final será nos pênaltis. Quem vencer leva o título.
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