terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Quarto virá vestiario na Argentina

Quarto vira vestiário para guardar armas da Ponte Preta contra o Lanús

Staff da Macaca adapta espaço para preparar o material usado nos treinos e também o uniforme da grande decisão da Copa Sul-Americana, nesta quarta, na Argentina

 
Para deixar tudo pronto para os jogadores na Argentina, o staff da Ponte Preta precisou agir com criatividade. A turma que cuida da preparação do material transformou um dos quartos do sétimo andar onde a delegação alvinegra está hospedada em Buenos Aires em um vestiário.

Saíram as camas, mesas e cadeiras e entraram chuteiras, uniformes, bolas e caixas com tudo que o elenco da Macaca precisa para buscar o primeiro título de expressão da história do clube em 113 anos. É neste quartel general que estão guardadas as armas da Alvinegra campineira para a grande decisão da Sul-Americana contra o Lanús, nesta quarta-feira, às 21h50 (de Brasília).

Os principais responsáveis pela organização são os roupeiros Bezerras e "seu" Robertinho. A dupla levanta cedo. O trabalho é cansativo e cuidadoso, mas a prática torna tudo mais simples. Eles separam os uniformes de treino e de jogo. Além da camisa, do calção e dos meiões, há diferença nas chuteiras. A maioria prefere usar um tipo para treinar e outro para jogar.
Quarto hotel Ponte Preta Argentina (Foto: Heitor Esmeriz)Roupeiros com todas as chuteiras dos jogadores: preparação para voltar ao Brasil com o título (Foto: Heitor Esmeriz)

O Fellipe Bastos vai fazer. Essa chuteira aqui já brilhou no Pacaembu e vai dar alegria de novo"
Bezerra, roupeiro
Dois pares, um vermelho e um laranja, fizeram Bezerra se empolgar. São as chuteiras que vão calçar os pés de Fellipe Bastos e Leonardo, segundo o roupeiro, os autores dos gols da vitória alvinegra por 2 a 1, no "La Fortaleza".

– O Fellipe Bastos vai fazer de novo. Essa chuteira aqui já brilhou no Pacaembu e vai dar alegria de novo. Também acho que o Leo vai marcar.

Os roupeiros também revelaram o uniforme que a Macaca irá vestir na final. Os comandados de Jorginho vão entrar em campo com a camisa 1, branca com a tradicional faixa preta na diagonal, calção e meiões pretos. Bezerra preferiria que o time jogasse todo de preto, mas a questão da cor não faz o profissional mudar seu palpite para o jogo.

– Seja com qual roupa que for, vamos entrar para vencer.
Quarto hotel Ponte Preta Argentina (Foto: Heitor Esmeriz)Uniforme da Ponte já preparado para a partida contra o Lanús, quarta, em 'La Fortaleza' (Foto: Heitor Esmeriz)


O local também é utilizado pelo massagista Rogério e pelo departamento médico. Para o tratamento de manutenção de alguns jogadores, como o lateral-direito Artur e o volante Fernando Bob, a maca que servia de apoio para as chuteiras de treino precisou ficar livre. Todo o material fez parte da bagagem da delegação de Guarulhos para Buenos Aires. Com exceção de alguma urgência, nada é deixado para ser comprado em terras ‘inimigas’, desde os repositores de energia até a água mineral.

– Nada de beber água argentina – brincou o massagista Rogério, em referência à polêmica da água batizada entregue por um massagista da seleção argentina ao lateral-esquerdo Branco, do Brasil, nas oitavas de final da Copa do Mundo de 1990, vencida pelos hermanos por 1 a 0, em Turim, na Itália.

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