terça-feira, 12 de novembro de 2013

Ponte fica entre dois campeonatos

Choque de realidade: Ponte fica entre sonho e pesadelo na reta final do ano

Macaca vai da euforia da histórica classificação às semifinais da Sul-Americana a derrota decepcionante na luta contra degola no Brasileirão

A Ponte Preta conheceu o lado negativo da moeda de disputar duas competições simultâneas. Se até então Sul-Americana e Brasileiro serviam um de combustível para o outro, o sonho de um contrastou com o pesadelo do outro no último domingo. A Macaca foi da euforia pela classificação histórica às semifinais da Sul-Americana à decepção pela derrota por 3 a 0 para o Vitória que complicou o time na luta contra o rebaixamento. É com esse choque de realidade que Jorginho e seus comandados vão precisar conviver na reta final da temporada.
Uendel Ponte Preta e Vitoria  (Foto: Rodrigo Villalba / Agência estado)Uendel cai no gramado após derrota para o Vitória: frustração (Foto: Rodrigo Villalba / Agência estado)
Ao mesmo tempo em que está a quatro jogos de conquistar o primeiro título da sua história, restam apenas cinco partidas para tentar impedir a queda para a Série B. O revés para os baianos freou a reação no nacional e também a empolgação com a vaga sobre o Vélez Sarsfield na Argentina, na última quinta-feira. Com o resultado, a Ponte caiu para a vice-lanterna e aumentou para 90% as chances de cair, segundo os matemáticos. A diferença para o Vasco, que é o primeiro time fora do Z-4, é de três pontos: 34 contra 37.
- Essa alternância de emoções é uma coisa que temos de acostumar. A vida é assim. Nem sempre passamos por apenas situações felizes. Perdemos parentes, sofremos, choramos. É um momento de reflexão, precisamos ficar atento aos detalhes. Nós temos de passar por cima dos obstáculos. Não podemos ficar lamentando. É focar o próximo desafio – afirmou o técnico Jorginho, sem culpar o avanço na Sul-Americana pelo drama alvinegro no Brasileirão.
É um momento de reflexão, precisamos ficar atento aos detalhes. Nós temos de passar por cima dos obstáculos. Não podemos ficar lamentando"
Jorginho, técnico da Ponte
Antes de domingo, aliás, um puxava o outro. A medida em que seguia na Sul-Americana, a equipe ganhava fôlego para escapar do descenso. Até a derrota para o Vitória, acumulava quatro jogos de invencibilidade, com duas vitórias e dois empates, e tinha a possibilidade de deixar a zona de rebaixamento em caso de triunfo.
Jorginho não acredita que toda a festa da torcida tenha contagiado o elenco e feito o time entrar em campo sem o foco dos compromissos anteriores. Para ele, o principal problema foi físico, devido à maratona de duelos e viagens que o grupo enfrenta justamente por causa de se dividir entre duas competições.
- Nós entendemos que o torcedor está muito feliz pela Sul-Americana, com a possibilidade do título, já que faltam quatro jogos, mas temos de passar pelo poderoso São Paulo, vai ser complicado. Então, não acredito que o grupo entrou nesse clima. Falamos o tempo todo para não entrar, e os jogadores estavam conscientes da situação. Mas é aquilo: a cabeça queria, mas o corpo não respondia. Enquanto ganha, vamos empurrando a sujeira para debaixo do tapete, mas o cansaço bateu – comentou.
Agora, a Ponte terá uma semana inteira para se concentrar exclusivamente no Brasileiro. Quarta-feira, enfrenta o Goiás, no Serra Dourada. Depois, no domingo, terá pela frente o Cruzeiro, também fora de casa. A primeira final contra o São Paulo está marcada apenas para o dia 20, no Morumbi. A definição da vaga será na semana seguinte, dia 27, por enquanto no Majestoso, já que existe o risco de a Conmebol mudar o local devido à capacidade do estádio.

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